LOCALIZAÇÃO: O Município de Francisco Dumont, está situado no norte de Minas Gerais, tem uma área de 1.629 Km2, e limita-se com os municípios de Engenheiro Navarro, Joaquim Felício, Lassance, Claro dos Poções, Jequitaí e Várzea da Palma.


HISTÓRICO: Em 1892, a busca por diamantes levava garimpeiros e contratadores de diamantes do Vale do Jequitinhonha ao norte de Minas, onde acampavam e plantavam pequenas roças, formando pequenos arraiais. A movimentação desses extrativistas era enorme e caso fossem encontrados diamantes em algum lugar a notícia se espalhava e garimpeiros se acampavam no local. Dessa forma, um casal que vivia do garimpo de diamantes, saíram do Arraial de Grão Mogol, com destino a lavra nova produtora de muitas pedras. Em seus cavalos os dois seguiram viagem, e se perderam seguindo o Rio Jequitaí, e acabaram acampando à beira de um Córrego que mais tarde deram o nome de Sassafrás. Eram os Senhores Ana e Francisco Bonfim. De manhã ao se preparar para seguir viagem, dona Ana foi à beira do córrego e ao lavar a louça deparou com um diamante no leito do rio. A notícia se espalhou e começou aí o povoamento do local, com o surgimento do Arraial de Barreiro.


Em 1916, Barreiro foi elevado a Distrito pelo município de Bocaiúva, e passou a chamar-se Conceição do Barreiro (Conceição, foi acrescentado por exigência da população católica em homenagem à padroeira do lugar). Depois o distrito recebeu o nome de Vargem Mimosa, e pouco tempo após, voltou a se chamar Conceição do Barreiro.
Em 31 de Dezembro de 1962, pela Lei Estadual nº 2.764, o distrito foi emancipado, e levou o nome de Francisco Dumont, em homenagem a dois grandes fazendeiros locais. Em 1º de Março de 1963, foi instalado o Município. O aniversário da cidade é considerado a data da tua emancipação. O gentílico ou adjetivo pátrio é Franciscodumonsense, conforme orientação do IBGE. Sua população em 2010 é de 4.863 hab. É servida pela MG 208, que liga as BRs 135 e 365.


ASPECTOS FÍSICOS: Seu bioma constitui-se de campos, caatinga, predominantemente o cerrado. Seu relevo, de morros e principalmente serras, sendo as principais a Serra da Água Fria e a Serra do Cabral, em cujo sopé a cidade está incrustada. Seus recursos hídricos, de rios e córregos, antes dos reflorestamentos e devastações, eram caudalosos, como o rio Jequitaí e o Riachão (rio que nasce e deságua no próprio Município) e pela abundância de nascentes. Entre os córregos, que ainda possuem água, o Córrego Barreiro, é o mais importante manancial, pelo seu conteúdo histórico. Outros (Guavinipan, Embaiassaia e Córrego do Ouro), atualmente encontram-se praticamente secos, como muitos da região, devido ao desmatamento e à escassez de chuvas. Sua vegetação, antes de campos caatinga e cerrado, evoluiu para plantação de eucalipto e pastagens de gado bovino de corte.


EVOLUÇÃO ECONÔMICA: Francisco Dumont, tem como bioma o cerrado. A Serra do Cabral, possuía antes dos reflorestamentos, uma extensa riqueza, como frutos, raízes, pedras preciosas como o diamante (motivo do povoamento), cristal de rocha, flores silvestres (a mais importante, a Sempre-Viva), rios e córregos, e belezas naturais, de matas nativas, e grande produção de peixes. Esta riqueza sustentou, por muitas décadas, famílias que viviam do extrativismo. Não se pode considerar que era um extrativismo insustentável, pois a Serra possuía muito mais riquezas do que a pequena população que a explorava. As florestas de eucalipto tiveram seu início na década de 70, quando chegou ao município a 1ª Cia de reflorestamento. Em seguida carvoarias, mais tarde mais empresas de reflorestamento, fatos que foram o indicativo da diminuição das riquezas naturais da Serra do Cabral, hoje devastada. Atualmente, a economia ativa do município, baseia-se em empresas de reflorestamento de eucalipto, e pecuária de gado de corte. Os empregos formais constituem-se de funcionalismo público, casas comerciais (alimentos, objetos e artigos de cama mesa, banho, agasalho, higiene, limpeza, produtos para construção civil, veterinários, brinquedos, artesanatos), feira de produtos agropecuário, fábrica de lingerie, barzinhos, lanchonetes e padarias. Todas as sextas-feiras a população compra produtos hortifrutigranjeiros, na Feira dos Pequenos Produtores Rurais do Município.


TURISMO: A principal atração turística é o centro de lazer e turismo (piscinas naturais do "Açudão"). O Município conta também com grande potencial de Turismo Ecológico, sobretudo na pequena área ainda preservada na Serra do Cabral. Além disso o Município conta também com as tradicionais festas religiosas, como a de Nossa Senhora da Conceição e do Divino Espírito Santo (mês de julho), Festa de São Sebastião (mês de janeiro), Dia da Manifestação da Cultura Evangélica (mês de setembro) e Festa do Senhor Bom Jesus no distrito de Covancas (mês de agosto).


CLIMA: Francisco Dumont possui clima tropical com inverno seco e se caracteriza por apresentar uma estação chuvosa no verão, nos meses de novembro a abril, e nítida estação seca no inverno, nos meses de maio a outubro (sendo julho o mês mais seco). A temperatura média do mês mais frio é superior a 18ºC. As precipitações são próximas a 800 mm anuais.


EDUCAÇÃO E CULTURA e SAÚDE: O Município conta com 1 escola estadual de Ensino Fundamental e Médio e 3 escolas municipais de Ensino Fundamental, sendo uma no distrito de Covancas. Possui a Casa da cultura e uma Biblioteca Pública. Na área de Saúde, dispõe de ambulatório Municipal, ambulâncias, base do SAMU, e ônibus do Portal do Norte para conduzir pacientes aos hospitais e laboratórios das cidades polo. Conta ainda com a Farmácia de Minas, e duas equipes de Unidades Básicas de Saúde. Conta com serviços de fisioterapia e local para atendimento em exercícios físicos para jovens, adultos e idosos.


Colaboração: Maria Vicentina

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